quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Capítulo 3 - A mala ou não a mala? Eis a questão!





“A mala ou não a mala? Eis a questão!” Parece brincadeira de criança, mas este questionamento é muito importante e procedente! Quem foi que disse que as viagens são feitas apenas e tão-somente a lugares? Nossa Jornada começa a partir do momento em que pensamos na possibilidade de realizar uma viagem. E, desde então, nos deparamos com as mais variadas situações. Dentre as decisões a serem adotadas está uma aparentemente supérflua, porém com certo grau de dificuldade: decidir qual mala escolher. Dependendo da escolha (se errada ou inapropriada), a viagem poderá se tornar uma verdadeira MALA, sem alças e sem rodinhas! A escolha correta de tal acessório proporcionará uma viagem muito mais agradável. Para isso, é preciso ter em mente as reais necessidades do futuro evento e escolher de forma racional o que irá levar.




Hoje há uma oferta bem diversificada de produtos, com muitos modelos e tamanhos de malas, os quais poderão facilmente se ajustar a qualquer ocasião e a todos os bolsos. Afinal, seja em uma viagem de férias, de negócios ou de aventura, ninguém gosta de sair por ai carregando peso desnecessário ou objetos incômodos. Além de escolher o modelo certo de equipaje, é importante ainda que essa escolha recaia sobre um produto de boa qualidade – Cuidado! Muitas vezes o barato pode sair caro! Não esqueça que investir um pouco mais e ter uma bagagem com uma vida útil maior - que suporte firmemente o tratamento rigoroso dos portos, aeroportos, rodoviárias e ferroviárias, pode ser sinônimo de comodidade, segurança e menos dor de cabeça!





Estabelecidas as prioridades, pergunta-se: qual o melhor tamanho de mala? Quais são as qualidades que deverão ser observadas nos produtos que desejamos adquirir? Na verdade, não existe uma regra básica sobre isso. Não obstante, é preciso ter o discernimento de que a mala escolhida deve ter espaço suficiente para levar tudo aquilo que você vai precisar (verdadeiramente!), e que seja, de preferência, a menor e mais leve possível. Malas grandes e volumosas são recomendadas apenas no retorno para casa! Não gastem munição!. 




Na hora da escolha, verifiquem se as malas possuem recursos que permitem aumentá-la de tamanho (expansibilidade); apresentam bolsões internos (ajudam na organização) e externos (mantém os objetos de uso imediato sempre à mão); permitem o uso de cadeados e de etiquetas de identificação (proporcionam segurança e dificultam o extravio). Uma dica importante: procure usar malas coloridas ou diferentes (tornam o objeto mais visível e fácil de localizar). Todavia, se preferirem malas mais discretas, procurem personalizá-las com algo diferente, como fitas coloridas, adesivos decorativos e correias externas.





Dentre os modelos de malas disponíveis no mercado destacamos: malas tipo sacola de tecido ou nylon- apresentam superfície adaptável que favorece a sua inclusão em espaços pequenos e apertados;malas expansíveis –  são dotadas com compartimentos expansíveis fechados em zíper que possibilitam aumentar o tamanho e armazenar muito mais coisas; malas Rígidas - têm estrutura que dificulta o amassamento das roupas (boa opção para viagens a trabalho). 




As com quatro ou mais rodinhas e que giram em 360º são as melhores, tornam o manuseio mais fácil e prático; malas de couro – são sofisticadas, clássicas e elegantes, além de serem de boa conservação; mochilas - para viagens rápidas e trechos mais curtos, possuem bom espaço e dão maior segurança, já que podem carregá-las com vocês de forma confortável e prática.





Por fim, diria que, independentemente da escolha a ser feita, para evitar aborrecimentos, principalmente nas viagens longas, levem consigo, na bolsa de mão, uma roupa e objetos de uso pessoal, pois atrasos ou perdas de bagagens são comuns e podem gerar situações indesejadas. 




Lembrem-se: a viagem deve ser agradável em todos os sentidos, inclusive no instante em que começamos a fazer as malas. Portanto, levem só o necessário, ou melhor, só aquilo que conseguirem arrastar! Divirtam-se! Fuui.

Capítulo 2 - Santigo del Chile




Começaremos nossa jornada dessa Edição pela América do Sul, mais precisamente pela bela, imponente e encantadora cidade de Santiago do Chile. Fundada em 1541 e localizada no Vale Central do Chile, Santiago é detentora de paisagens naturais deslumbrantes, como se não bastassem as Cordilheiras dos Andes como pano de fundo. Apesar de seus quase 6 milhões de habitantes e seus 567 metros de elevação do nível do mar, Santiago chega a surpreender positivamente seus visitantes, principalmente pela sua modernidade, limpeza, segurança, excelente gastronomia e vida noturna capaz de satisfazer ao mais exigente boêmio.
 

Para não perder muito tempo tentando descobrir o melhor que a cidade oferece, iniciem seu dia programando um agradável city tour (de preferência a pé) pelo Centro - local onde está toda parte cultural e histórica da capital Santiaguina. Lá, encontrarão, dentre outras atrações: a famosa Plaza de Armas (considerada o marco zero do Chile), o Palácio de La Moneda (foi alvo do atentado de 1973, quando o ditador Pinochet liderou o ataque para derrubar Salvador Allende) e a Catedral Metropolitana (principal templo da Igreja Católica no País). Ainda no Centro, os visitantes terão a oportunidade de apreciar um bom cafezinho nos famosos cafés com pernas (locais tipicamente chilenos, onde as mulheres servem o cafezinho usando saias bem curtas), a exemplo do Café Haiti eCafé Caribe, situados no Paseo Ahumada (área de circulação de pedestres, com muitos camelôs e lojas típicas, como a famosa Falabella).






Em continuidade ao passeio, uma excelente opção é apreciar a vista da capital, visitando o Cerro Santa Lucia e o Cerro San Cristóbal. Vale à pena ir! A visão é belíssima, principalmente ao cair da tarde, quando então o horizonte santiaguino adquire uma tonalidade especial, refletindo, na Cordilheira, os raios do sol em sua plenitude.


Cordilheira dos Andes:


Fim de tarde:



Cerro San Cristóbal:

Seguindo o tour, parada estratégica para o almoço ou jantar, afinal o Chile é mundialmente famoso por sua gastronomia a base de frutos do mar e pescados de água fria. Não deixem de experimentar ocongrio (parecido com o abadejo) e o ceviche (caranguejo gigante), principalmente no Mercado Central, no restaurante Donde Augusto. Outras opções para se deleitar na farra gastronômica podem ser encontradas nos bairros de Providencia, de Bellavista (principal bairro boêmio da capital), de Borde Rio (às margens do  Rio Mapocho) e de Las Condes (setor nobre da cidade). Particularmente, os melhores restaurantes são: Picada Ana Maria (comida chilena); Aqui está Coco (frutos do mar - muito bom!); Astrid & Gaston (cozinha Internacional, comida peruana); Como Agua para Chocolate (mais romântico e sensual - imperdível); Bali Hai (apresentação de danças polinésias) e Azul Profundo (bom lugar para beliscar frutos do mar e tomar bons tragos).

Como Agua para Chocolate:


Bali Hai:


Azul Profundo:



Para beber, acompanhado ou não de unas tapas ou algo para picar, não deixem de tomar um bom vinho (os chilenos realmente são ótimos, principalmente os das vinhas Concha y Toro, Cousiño Macul, Santa Rita, Undurraga). Para quem gosta de experimentar uma boa bebida, temos ainda o Mojito(clássica bebida cubana com rum, limão e hortelã - a melhor pedida, sem dúvida, fica no Tip Tap, localizado na Avenida Isidora Goyenechea); Marguerita (bebida mexicana, com limão e tequila - no Pub Licity, em Las Condes) e os famosos Pisco (bebida destilada, tipo cachaça) e Pisco Sour (drink, tipo marguerita).



Como ninguém é de ferro e não resiste a um bom programa de compras, apesar de Santiago não ser o melhor lugar para isso, as melhores opções ficam no Boulevard Parque Arauco (um dos principais e mais atrativos centros comerciais do país - Las Condes); no Shopping Alto Las Condes (é o mais fino e elegante); no Apumanque (primeiro shopping de Santiago, ótimo para comprar - há coisas bonitas e muito baratas - Las Condes); no Mall Del Centro (Centro da cidade,  shopping popular) e no Mall Panoramico (shopping pequeno, mas com coisas bonitas - Providencia). A propósito, se tiverem oportunidade, comprem algo de lápis-lázuli – rocha metamórfica de cor azul utilizada como gema ou como ornamento e encontrada em poucos lugares do mundo (Chile, Afeganistão, Rússia).



Concluída a viagem, é hora de voltar para casa, rever fotos e recordações, reencontrar a família e amigos e, é claro, aguardar o próximo destino. Auf Wiedersehen!

Informações sobre Santiago - Chile

Santiago (lit. "São Tiago", em português) é a capital e a maior cidade do Chile. Está localizada na Região Metropolitana de Santiago, no vale central chileno, ao lado da Cordilheira dos Andes. É o maior e mais importante centro urbano, financeiro, cultural e administrativo do país. Chamada de Grande Santiago ou simplesmente Santiago, é uma aglomeração que possui 26 comunas de maneira íntegra e 11 comunas de forma parcial. A maior parte de Santiago está na província de mesmo nome, com alguns setores periféricos dentro das províncias de Maipo, Cordillera e Talagante.
No ano de 2002, a conurbação se estendia em 641,4 km² e tinha uma população de 5,428,590 habitantes, o que equivale a cerca de 35,9% da população total do país. De acordo com ditas cifras, Santiago, além disso, é a sétima cidade mais habitada da América Latina e uma das 45 áreas metropolitanas mais populosas do mundo.
A cidade de Santiago abriga os principais organismos governamentais (à exceção do Congresso Nacional, localizado na cidade Valparaíso, localizada na região metropolitana da cidade), financeiros, administrativos, comerciais e culturais do Chile. Santiago também é sede da CEPAL, além de ser a terceira cidade com melhor qualidade de vida na América Latina, depois do Rio de Janeiro e Buenos Aires e uma cidade global de classe gama. Finalmente, é considerada como a 53º cidade mais rica do mundo, com um PIB estimado em US$93 bilhões em 2005 e que deve chegar a US$ 205 bilhões até 2020.
Origem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Santiago_%28Chile%29
DADOS PRINCIPAIS
ÁREA: 756.626 km²
CAPITAL: Santiago do Chile
POPULAÇÃO: 17,09 milhões (estimativa 2010)
MOEDA: peso chileno
NOME OFICIAL
: República do Chile ( República de Chile)
NACIONALIDADE: chilena
DATA NACIONAL: 18 de setembro (Dia da Independência do Chile)
GEOGRAFIA DO CHILE: 
LOCALIZAÇÃO: sudoeste da América do Sul 
FUSO HORÁRIO:  - 1 hora em relação à Brasília 
CLIMA DO CHILE : de montanha (interior), árido tropical (litoral N), mediterrâneo (litoral centro), temperado oceânico (litoral S). 
RIOS PRINCIPAIS: Rios Loa, Elqui e Aconcágua. 
CIDADES DO CHILE (PRINCIPAIS): Santiago do Chile, Concepción, Puente Alto, Viña del Mar, Valparaíso, Talcahuano, Antofagasta 
COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO: europeus ibéricos e eurameríndios 95%, ameríndios 3% (arauncãs e aimarás), outros 2%.
IDIOMAS: espanhol (oficial) 
RELIGIÃO: cristianismo 89,9% (católicos 76,7%, protestantes 13,2%), sem filiação e ateísmo 5,8%, outras 4,3% (dados de 1992).
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 22,58 hab./km2 (estimativa 20010)
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO: 1,4% ao ano (1995 a 2000)
TAXA DE ANALFABETISMO:  3,5% (em 2007).RENDA PER CAPITA:  US$ 14.939 (estimativa 2007).   
IDH: 0,783 (Pnud 2010) - desenvolvimento humano alto 
ECONOMIA DO CHILE : 
Produtos Agrícolas: trigo, aveia, cevada, milho, feijão, beterraba, alho, uva, semente de colza, semente de girassol 
Pecuária: bovinos, suínos, ovinos, aves 
Mineração: manganês, chumbo, carvão. 
Indústria: alimentícia e metalúrgica. 
PIB: US$ 256,8 bilhões (2010) 
RELAÇÕES EXTERIORES: 
APEC, Banco Mundial, FMI, Mercosul (membro associado), Gurpo do Rio, OEA, OMC, ONU.

Consulado do Chile em São Paulo:
Avenida Paulista 1009 - 10º andar
tel. (0xx11) 3284-2044 /2185 /2148
fax : (0xx11) 3284-2097
Embaixada do Chile
SES - Av. Das Nações, Q.803, Lote 11- Brasília, DF.
Tel. (061) 2103-5151, fax (061) 3322-0714
Site: http://chileabroad.gov.cl/brasil/
Origem: http://www.suapesquisa.com/paises/chile/

Do topo, em sentido horário: Cerro Santa Lucía; Sanhattan; Titanium La Portada em construção; estação do Metro de Santiago; Torre Entel; e Palácio de La Moneda.
Do topo, em sentido horário: Cerro Santa Lucía; Sanhattan; Titanium La Portada em construção; estação do Metro de Santiago; Torre Entel; e Palácio de La Moneda.

Bandeira oficial de Santiago
Brasão oficial de Santiago
Bandeira Brasão
Localização de Santiago na América do Sul
Localização de Santiago na América do Sul

















terça-feira, 27 de setembro de 2011

Capítulo 1 - O Verdadeiro Prazer de Viajar





“O Espaço!! A Fronteira Final! Estas são as viagens da Nave Enterprise, em sua missão de explorar novos mundos, pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve!!!!”.

O quê? Como? Será que estamos sonhando? Teríamos entrado em uma cápsula do tempo e acordado em uma época distante em que viajar pelo espaço tornou-se parte da rotina? Não, certamente que não! E isso não é um sonho! Percebo que essa reflexão faz parte cada vez mais de nosso dia a dia, em que o ato de viajar significa, para muitos, uma verdadeira transposição de fronteiras, não espaciais, mas físicas, nas quais buscamos desvendar mundos novos, conhecer pessoas e povos diferentes, interagir com eles e aprender a ver a vida sob novas perspectivas.




E essa transposição de fronteiras acaba por gerar em todos nós as mais diversificadas sensações e sentimentos, uma vez que viajar não é só sair de um lugar e ir para outro, é mais que isso! Não é a toa que muita gente adoece, sente dores de barriga, arrepia-se só de imaginar que irá viajar. E esses arrepios, de medo, de prazer, de angústia ou excitação acabam acometendo desde o viajante mais experiente (viajante de carteirinha) até aquele que se lança pela primeira vez rumo ao desconhecido (viajante iniciante). Esses sentimentos têm uma explicação lógica e razoável, já que viajar significa, dentre outras coisas, sairmos de nossa zona de conforto e segurança e nos lançarmos a um mundo com o qual não estamos familiarizados, habituados, deparando-nos com tudo novo: línguas, horários, cheiros, sons, costumes, comidas, vestuários, pessoas, etc.




Os motivos que nos levam a buscar essa verdadeira explosão de sentimentos são os mais variados possíveis. Eu, pelo menos, tenho diversas razões. Muitas pessoas me questionam, por exemplo, por que costumo viajar tanto? Certamente as respostas são muitas e se encaixam nos motivos de cada um de nós.

Quando viajo, exageradamente, desligo-me de mim mesmo. Esqueço por completo as correrias do dia a dia. Faço com que a rotina, o stress, as pressões cedam lugar única e exclusivamente ao prazer. O Prazer que se traduz na difícil arte de não fazer absolutamente nada, a não ser, é claro, aquilo que traz e proporciona felicidade.



Nesse contexto, a sensação que nos domina e nos inebria é a da verdadeira liberdade. Liberdade esta capaz de nos colocar à frente das mais diversas situações sem que possamos nos sentir ridículos ou culpados. Colocar uma mochila nas costas e partir sem direção; atravessar rios, montanhas, planícies, desertos e desfiladeiros; conversar de forma calorosa e amiga com uma pessoa que você nunca antes havia visto na vida, que acabou de conhecer na subida de uma escadaria, em uma parada de ônibus ou no mercado; tudo isto implica o sentimento de sermos verdadeiramente LIVRES!






Por isso, “Vou contar pra você a minha alegria. Você vai perceber. Que se quiser vai ver. Tudo o que eu vi um dia. Fui pro lado de lá. Fui para desvendar a minha fantasia. Tudo o que aprendi. Tudo o que conheci. Valeu a pena descobrir. Quero lhe falar. É bom viajar. Tocar pelo mundo a fora. Nova York é bom. Paris é demais. Algo que eu não vou esquecer jamais. Não vou não” (Música: Viajar - Papas da Língua).




Em outras ocasiões, viajar também pode significar uma fuga temporária e breve dos problemas, das decepções, dos amores impossíveis e, por que não dizer, de si mesmo. Momentos em que nos permitimos sonhar ou mesmo ousar em sonhar com um mundo quase perfeito em que as dificuldades vividas não existem ou foram superadas. Claro que isso não significa dizer que para onde vamos os problemas não existem. Existem e estão presentes, porém, nos lançamos na aventura com um único propósito: aproveitar ao máximo aquele instante, fazendo com que, pelo mesmo em um curto lapso temporal, possamos nos esquecer de tudo e de todos, permitindo ao coração, verdadeiramente, pulsar mais forte diante de sentimentos que muitas vezes nem sabíamos que existiam.




Por esse motivo, ao viajar não pense nas distâncias que você vai percorrer, se serão longas ou curtas, calmas ou com tempestades. Simplesmente embarque e deixe acontecer. Permita-se viver de corpo, mente e alma abertos, sem preconceitos, sem arrogâncias e sem medos. Agindo assim, você encontrará dentro de si uma pessoa completamente nova e muitas vezes até desconhecida para si mesmo.




Inicie sua viagem desde o primeiro momento em que começar a pensar sobre o assunto. Viajar pode ser sinônimo de abrir as portas para o inusitado, então, planeje atentamente todos os detalhes, não deixe as coisas acontecerem de qualquer modo.
Procure estabelecer as datas de chegada e saída e não se esqueça de reservar os hotéis, principalmente nos lugares de maior fluxo turístico. Isso evita desgastes e surpresas indesejadas.




Pesquise sobre o lugar (clima, paisagem, moeda, pessoas, vacinas necessárias e costumes), para lhe dar maior segurança na hora de adotar as providências da viagem (malas, documentação... a propósito, malas grandes e volumosas são recomendadas apenas no retorno para casa. Não gaste munição!)

Imagine as prováveis situações que surgirão: alegres, constrangedoras, excitantes, perigosas, etc., e já trace estratégias para solucioná-las. Tudo isso faz parte da viagem e é prazeroso vivê-las.




Não deixe de levar em consideração que cada viagem realizada, independentemente dos acertos e erros cometidos, será sempre única e especial. Repleta de momentos ímpares. Por isso, procure tirar o máximo de proveito de todas as experiências vividas e, acima de tudo, aprenda com elas, tornando-se uma pessoa melhor.



Finalizando nossa viagem de hoje, afinal, muitas ainda virão nessa nossa longa jornada, diria que, independentemente dos motivos que nos levam a viajar, descobri nessa minha vida de viajante que, “às vezes, é preciso ir para ter a alegria de voltar”. Por mais bela e agradável que seja a viagem, o regresso para casa sempre será causa de felicidade, pois é nesse regresso que muitas vezes temos a oportunidade de nos encontrarmos com nós mesmos.



Como disse Amyr Klink, “um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto”.


Com a nossa presença, o nosso “mundinho” adquire um tom, uma nuança diferente e especial, já que, além das fotos e recordações, trazemos na bagagem mais Gratidão para com Deus, por tudo o que nos proporciona; mais Paciência para lidar com os semelhantes, e mais Coragem para enfrentar e encontrar soluções para os problemas do dia a dia.

É por isso que, parafraseando um dito que um dia li, o prazer de viajar é poder passar um simples domingo em casa, organizando fotos, bebendo um gostoso vinho cuja indicação você recebeu de um estranho, no restaurante "Como Água para Chocolate", de Santiago… lembrando bons momentos… Isso, verdadeiramente, é felicidade!


A propósito, senhores passageiros, última chamada para embarque ... Quem sabe não nos encontramos da próxima vez na bela e maravilhosa Santiago del Chile. Hasta la vista!



Viajar - Gabriel Garcia Márquez


Viajar es marcharse de casa,
es dejar los amigos 
es intentar volar 
volar conociendo otras ramas 
recorriendo caminos 
es intentar cambiar. 
Viajar es vestirse de loco 
es decir" no me importa" 
es querer regresar. 
Regresar valorando lo poco 
saboreando una copa, 
es desear empezar. 
Viajar es sentirse poeta, 
es escribir una carta, 
es querer abrazar. 
Abrazar al llegar a una puerta 
añorando la calma 
es dejarse besar. 
Viajar es volverse mundano 
es conocer otra gente 
es volver a empezar. 
Empezar extendiendo la mano, 
aprendiendo del fuerte, 
es sentir soledad. 
Viajar es marcharse de casa, 
es vestirse de loco 
diciendo todo y nada con una postal,
Es dormir en otra cama, 
sentir que el tiempo es corto, 
viajar es regresar.